quinta-feira, 27 de setembro de 2012


Sinto-me em baixo do cobertor num dia frio
só que sem as janelas do meu quarto,
 sem as portas
e sem as paredes
só o vento passando
 envolta da minha cama

o cobertor já não tampa mais meu corpo
o suficiente para me livrar do frio
Esperei o sol vir sobre mim
No calor, os raios quentes
vieram me cobrir.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Sigo uma linha de pensamentos
na minha cabeça,
muito maluca.

 Tenho uma opinião só, sobre o mundo

sou velha, chata, meio romântica, do tipo careta e
já parei pra pensar  em ter outra ideia,
mas acabei não gostando dessa também.

Se eu disser a minha idade aos ouvintes
eles vão dizer que é conversa fiada,
conversa de menina chata, mimada.

Não tenho o que reclamar,
não faço muita coisa
na minha vida,
se eu passar um dia inteiro pensando nela
o problema vai ser meu, vou acabar plantando novas ideias
mas nunca fugindo do tema, do dilema, da linha imaginaria que crio
em minha cabeça,
Uma linha equatorial.


Não sei ao certo
porque do incorreto
porque do correto
porque do dialeto
porque do dia-a-dia

Mistério...
Procurei palavras para descrever 
minha enorme preocupação com
as coisas que envolvem o mundo? – não.

Não pode ser que isso vá melhorar
não quero estar viva pra ver as coisas
mudando, quero morrer enquanto ta ruim.
É, deve ser aquela sensação de não ter vivido nos tempos
que educação era bem preservada
ou por não me preocupar com muita coisa, a não ser comigo mesma


Difícil,ser um
ser humano, 
já parou pra pensar?

segunda-feira, 10 de setembro de 2012






Eu me imagino daqui a uns anos
velha,
surda,
pedindo ajuda
sentada numa cadeira de rodas

Pensando no dia em que me casei
ah, bons tempos
não era difícil viver
agora é tudo velho e surdo
nesse quarto escuro
sem ninguém pra me ver.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Queria mesmo é 
escrever em qualquer lugar
a qualquer hora 
sobre qualquer sentimento
em qualquer rua dessas que
a gente encontra quando sai
sem pressa.


Eu não me importo
que o motivo dos teus
sorrisos não seja  “eu”
em questão.
Eu fico chateada por não
conseguir te fazer sorrir tantas
vezes quanto eu queira
e quero muito.
Você tem um jeito
diferente de causar presença
ela é quase invisivel
mas sei que você está só
ouvindo e
prestando atenção
atenciosamente em cada
palavra que sai da minha boca
e pode ser um tanto bobo
prestar atenção
em pequenos
detalhes até eles criarem vida.

A relação,
mútua,
nos faz continuar,
mas, por quanto tempo eu não sei..
Aliás, ninguém sabe,
por quanto tempo as coisas duram
Nem se elas tivessem hora,
data
e local
para durar.
Pensei então: vou voltar a dormir
que eu ganho mais