segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Eu pensei naquela música
que dizia que os lábios
não sabem interpretar palavras
mesmo em um simples gesto de movimentos
onde só uma palavra pode representar

onde só um único movimento feito por dois
gera um só sentimento

parei pra pensar que só havia uma explicação que
poderia explicar tamanha importância dos momentos
que eu não cansava de passar todas as manhãs

talvez se hoje eu parasse um segundo só pra pensar
eu nunca voltaria a nada do que tinha feito e
apesar de não ter feito planos,

eu sei que no final os planos já estão de alguma forma prontos
e eles vão direto ao ponto principal
o ponto de chegada.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Assim que virei à rua, encontrei a verdade entre
uma coisa e outra
entre hoje e ontem,
 nas palavras repetidas das quais sempre são ditas

 ao acordar
 e antes de dormir

 já passei por essa rua ontem,
mas passo amanhã de novo
 por causa do ritmo das coisas,
 mas principalmente porque fazemos
 as mesmas coisas
  todo dia

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Seria mais fácil
ficar horas
 sentada naquela
cadeira no final do corredor
tricotando alguma ideia

ou talvez quem sabe,
sair naquelas ruas
que parecem infinitas
se você caminhar bem devagar

eu sei que poderíamos fazer  isso
várias vezes,
protelando a chegada
e a saída

E eu continuo sentada
na cadeira,
tricotando alguma ideia.



domingo, 14 de outubro de 2012


Sério?
Quem fez isso?

Não se sabe,
Provavelmente alguém foi
mandado pra fazer

Provavelmente alguém que foi pago pra isso
Alguém com um martelo e pregos talvez,

e com roupa de trabalho
fazendo serviço pra alguém

duas pernas e dois braços
olhos e ouvidos.



(Participação especial do meu amigo Silvério)

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Luzes num lugar daqueles,
um local escuro,
 fantasioso,
mal assombrado,
mas não passa ninguém
naquela rua mesmo,
 então talvez

 se desligássemos as luzes daquela
rua sozinha, na beira do abismo
eu conseguisse entender,
esse cara que deixou a luz ligada

Talvez ele só estivesse ajudando,
com uma luz aleatória no meio do quarteirão,
ou talvez mantendo a ignorância ao normal,
quem sabe

Melhor eu andar mais rápido, vai que o cara
resolve desligar essa luz.


(Dedicado a rua Washington luis)

segunda-feira, 1 de outubro de 2012


Olha, tá tudo bem
As pessoas mudam toda hora
Não é?

Do outro lado da rua,
do muro,
da curva,
existe outra verdade

Eu só precisava que
você me sentisse
nesse momento
Como se houvesse uma extensão interna
que me ligasse a você

Olha, tá tudo bem
são só ideias de uma mente
confusa, mas do outro
lado da curva existe outra verdade
existe outras casas,
Outras ruas. 

To sem ideia
to cansado,
to com dor de cabeça,
to sem carro,
sem pneu,
sem gasolina,
sem despertador,
o transito tá grande ,
a tinta da
caneta tá acabando e eu to,
to ficando é
sem desculpas.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012


Sinto-me em baixo do cobertor num dia frio
só que sem as janelas do meu quarto,
 sem as portas
e sem as paredes
só o vento passando
 envolta da minha cama

o cobertor já não tampa mais meu corpo
o suficiente para me livrar do frio
Esperei o sol vir sobre mim
No calor, os raios quentes
vieram me cobrir.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Sigo uma linha de pensamentos
na minha cabeça,
muito maluca.

 Tenho uma opinião só, sobre o mundo

sou velha, chata, meio romântica, do tipo careta e
já parei pra pensar  em ter outra ideia,
mas acabei não gostando dessa também.

Se eu disser a minha idade aos ouvintes
eles vão dizer que é conversa fiada,
conversa de menina chata, mimada.

Não tenho o que reclamar,
não faço muita coisa
na minha vida,
se eu passar um dia inteiro pensando nela
o problema vai ser meu, vou acabar plantando novas ideias
mas nunca fugindo do tema, do dilema, da linha imaginaria que crio
em minha cabeça,
Uma linha equatorial.


Não sei ao certo
porque do incorreto
porque do correto
porque do dialeto
porque do dia-a-dia

Mistério...
Procurei palavras para descrever 
minha enorme preocupação com
as coisas que envolvem o mundo? – não.

Não pode ser que isso vá melhorar
não quero estar viva pra ver as coisas
mudando, quero morrer enquanto ta ruim.
É, deve ser aquela sensação de não ter vivido nos tempos
que educação era bem preservada
ou por não me preocupar com muita coisa, a não ser comigo mesma


Difícil,ser um
ser humano, 
já parou pra pensar?

segunda-feira, 10 de setembro de 2012






Eu me imagino daqui a uns anos
velha,
surda,
pedindo ajuda
sentada numa cadeira de rodas

Pensando no dia em que me casei
ah, bons tempos
não era difícil viver
agora é tudo velho e surdo
nesse quarto escuro
sem ninguém pra me ver.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Queria mesmo é 
escrever em qualquer lugar
a qualquer hora 
sobre qualquer sentimento
em qualquer rua dessas que
a gente encontra quando sai
sem pressa.


Eu não me importo
que o motivo dos teus
sorrisos não seja  “eu”
em questão.
Eu fico chateada por não
conseguir te fazer sorrir tantas
vezes quanto eu queira
e quero muito.
Você tem um jeito
diferente de causar presença
ela é quase invisivel
mas sei que você está só
ouvindo e
prestando atenção
atenciosamente em cada
palavra que sai da minha boca
e pode ser um tanto bobo
prestar atenção
em pequenos
detalhes até eles criarem vida.

A relação,
mútua,
nos faz continuar,
mas, por quanto tempo eu não sei..
Aliás, ninguém sabe,
por quanto tempo as coisas duram
Nem se elas tivessem hora,
data
e local
para durar.
Pensei então: vou voltar a dormir
que eu ganho mais